| Audiência Pública sobre expansão da mina da Rio Tinto reúne mais de 600 pessoas em Corumbá |
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Realizado pelo IBAMA, evento foi oportunidade de apresentar proposta que trará desenvolvimento para região. Os benefícios e impactos sociais e ambientais que as regiões de Corumbá e Ladário terão com o projeto de expansão da mina de minério de ferro da Rio Tinto foram discutidos em audiência pública realizada ontem (21.02) pelo IBAMA. O evento durou mais de quatro horas e reuniu 618 pessoas no anfiteatro Salomão Baruki. A promoção do debate público é uma das etapas do processo de licenciamento, que prevê o aumento da capacidade de produção do empreendimento dos atuais 2 milhões de toneladas/ano para 15 milhões de toneladas/ano em 2014. Os trabalhos foram presididos pelo representante do IBAMA, Ricardo Pinheiro, que conduziu as etapas de apresentação da proposta, realizada pelo gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da Rio Tinto, João Augusto Dias, e de exposição técnica, com o consultor Marcelo Correa, da Brandt Meio Ambiente. A empresa de Minas Gerais é uma consultora independente responsável pela elaboração do EIA (Estudo de Impacto Ambiental) da mina, o que garante isenção nas conclusões e recomendações verificadas.
Entre as autoridades presentes estava o prefeito de Corumbá, Ruiter Cunha, que considerou positivo ter uma empresa do porte da Rio Tinto no município. “Isso envaidece a localidade e desenvolve Corumbá”. O prefeito destacou ainda a iniciativa da realização da audiência e espera que a expansão traga retorno ao empreendimento de modo sustentável.
O gerente geral de expansão da Rio Tinto, Nelson Munhoz, também participou da audiência. O executivo respondeu perguntas do público. Lembrou que a empresa está aberta ao diálogo e que fez diversas apresentações do projeto à comunidade ao longo de 2007. “A audiência é a primeira de outras etapas que virão. Já nos próximos meses teremos discussões sobre logística e projeto siderúrgico”, anunciou para convocar os interessados a participar dos debates. Todas as perguntas feitas pela mesa foram respondidas dando direito a réplica para o autor do questionamento. As explanações reforçaram que o EIA comprova a viabilidade do projeto, que gerará impactos aos ecossistemas e às comunidades de Corumbá, especialmente, as populações pantaneiras e também a Ladário, em níveis de intensidade baixa a média. O EIA está sob análise do IBAMA e também foi entregue aos órgãos ambientais de Corumbá e do governo de Mato Grosso do Sul. A Rio Tinto tem ampliado de forma constante suas atividades em Corumbá, desde a compra da Mineração Corumbaense em 1991. Todos os seus empreendimentos são executados dentro das normas ambientais e padrões de desenvolvimento sustentável da corporação em escala global. Hoje, além da mina em Corumbá, a Rio Tinto opera uma empresa de transporte fluvial, a Rio Tinto Logística, com sede em Assunção (Paraguai), que transporta o minério de ferro da empresa pelos rios Paraguai-Paraná até a Argentina.
O estudo relata os cenários traçados para ampliação da capacidade produtiva de produto granulado, ou “lump ore”, passando por uma primeira fase de crescimento da capacidade instalada, que chegará aos 7,5 millhões de toneladas/ano em 2010 e em segunda fase ampliando para 15 milhões de toneladas/ano em 2014.
A expansão da mina em seu primeiro momento gerará incrementos em salários pagos, compras e serviços e impostos, atingindo um total de R$ 67,4 milhões destes valores em comparação aos atuais R$ 37,9 milhões. (Fonte: www.riotinto.com.br ) |
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